Crédito da Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Apesar de deter 50% dos direitos econômicos de Yuri Alberto, o Corinthians não receberá metade integral do valor em caso de venda do atacante. Isso porque, em 2023, o clube firmou um acordo que dá prioridade de intermediação ao empresário André Cury, garantindo a ele 10% do montante recebido pelo Timão em uma eventual transferência.
Na prática, se o jogador fosse vendido por R$ 10 milhões, o Zenit, dono da outra metade dos direitos, ficaria com R$ 5 milhões, o Corinthians receberia R$ 4,5 milhões e Cury teria direito a R$ 500 mil.
O contrato, porém, não impede que outros agentes apresentem propostas ou conduzam negociações pelo atacante. No entanto, qualquer operação precisa respeitar a comissão de Cury, que pode abrir mão do percentual para viabilizar a negociação. Isso ocorreu recentemente, quando a Roma, da Itália, demonstrou interesse em Yuri Alberto, mas o Corinthians optou por mantê-lo no elenco.
Especialistas afirmam que a cláusula não configura TPO (Third Party Ownership), prática proibida pela Fifa, pois não concede ao empresário participação nos direitos econômicos do atleta, apenas um comissionamento.
Normalmente, acordos desse tipo preveem duas comissões para o agente: uma sobre o valor da transferência entre clubes e outra sobre o contrato de trabalho do jogador, incluindo salários, luvas e bônus.
O vínculo firmado na gestão de Duilio Monteiro Alves adiciona um elemento estratégico às futuras negociações de Yuri Alberto. Caso o Corinthians decida vender o atacante, além de dividir os valores com o Zenit, será obrigatório cumprir o acordo com Cury.









