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A renovação contratual de Memphis Depay com o Corinthians aumentou a insatisfação dos credores do clube paulista, entre eles o Cuiabá. O novo vínculo do atacante holandês, que deve ser oficializado nesta segunda-feira (3), provocou críticas do presidente do Dourado, Cristiano Dresch, que voltou a cobrar o pagamento das dívidas e a manutenção das punições impostas ao Timão.
O acordo entre Corinthians e Memphis prevê a permanência do camisa 10 por mais duas temporadas. Além de salários estimados em R$ 2 milhões por mês, o jogador também terá a dívida de aproximadamente R$ 44 milhões parcelada em um novo cronograma de pagamentos.
Para Dresch, a movimentação financeira do clube paulista contrasta com a situação dos credores que aguardam o recebimento dos valores acordados.
"Eles continuam vivendo como se não estivessem devendo e não pagando", afirmou o dirigente em entrevista à ESPN.
Cuiabá quer manter punição
A insatisfação do Cuiabá vai além da renovação de Memphis. O clube mato-grossense também tenta impedir que o Corinthians reverta o transfer ban aplicado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
Nos bastidores, o Dourado articula com outros credores para defender que a punição seja mantida, mesmo se o Corinthians quitar a parcela em atraso que originou a sanção.
Segundo Cristiano Dresch, a decisão da própria CNRD estabelece um período mínimo de seis meses de impedimento para registrar atletas, e uma mudança de entendimento enfraqueceria a credibilidade do órgão.
Entenda o caso
O Corinthians recebeu o transfer ban após deixar de pagar uma das 24 parcelas previstas no acordo coletivo firmado com a CNRD em abril de 2025.
Na tentativa de derrubar a punição, o clube apresentou uma proposta para quitar a parcela vencida até 31 de agosto e antecipar o pagamento da parcela prevista para outubro, alegando boa-fé. No entanto, os credores defendem que a medida não seja suficiente para suspender a penalidade.
Cuiabá está entre os maiores credores
O Cuiabá figura entre os principais credores do acordo coletivo da CNRD, com cerca de R$ 18 milhões a receber. O plano também contempla pagamentos a empresários, atletas e outros clubes brasileiros.
Confira os principais credores do Corinthians:
Link Assessoria Esportiva — R$ 19 milhões + 350 mil euros;
Cuiabá Esporte Clube — R$ 18 milhões;
Jadson — R$ 13 milhões;
Fabian Balbuena — R$ 4,4 milhões;
Think Ball — R$ 3,5 milhões;
José Parrales — R$ 2,5 milhões;
All Soccer Marketing Esportivo — R$ 1,7 milhão;
Grêmio Osasco — R$ 1,6 milhão;
Renato Bittar Arrellaga — R$ 1,5 milhão;
Ferreira Representações Profissionais — R$ 1,4 milhão;
FMS Gestão Esportiva — R$ 1,4 milhão;
Daisy Valeria Ferreira Brandino — R$ 1,4 milhão;
Criciúma Esporte Clube — R$ 1 milhão;
DB Sports — R$ 1 milhão;
Magnitude Brazil Esportes — R$ 600 mil;
Manuel Damásio Garcia — R$ 285 mil;
Left Sports do Brasil — R$ 250 mil;
Sociedade Esportiva Palmeirinha — R$ 48 mil;
Esporte Clube União Suzano — R$ 42 mil.
Corinthians também enfrenta processos na Fifa
Além das restrições impostas pela CNRD, o Corinthians acumula dois transfer bans aplicados pela Fifa.
Um deles é consequência da dívida de aproximadamente R$ 7,7 milhões com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, referente à contratação do volante José Martínez. O outro está relacionado a multas impostas nos processos envolvendo José Martínez, Charles e Talles Magno.
O clube ainda pode sofrer novas punições. Entre os casos pendentes está a dívida de cerca de R$ 6 milhões com o Midtjylland, da Dinamarca, pela contratação de Charles. Também pesa contra o Corinthians a condenação ao pagamento de US$ 850 mil ao New York City FC pela extensão do empréstimo de Talles Magno, débito que, com juros e multa, já supera R$ 5 milhões.
Enquanto busca reverter as sanções, o Corinthians aguarda uma nova decisão da CNRD, que definirá se o transfer ban será mantido ou suspenso nos próximos dias.









