Crédito da Foto: Marcos Ribolli
Com diversas dívidas a quitar e pressões financeiras se acumulando, o Corinthians ainda avalia se terá condições de levantar recursos próprios ou se precisará recorrer a um empréstimo — e de que valor — para retirar o transfer ban em dezembro.
– Nosso trabalho é para que não seja necessário neste momento, mas, se for preciso para resolver o transfer ban e o parcelamento com o Rojas, com quem seguimos conversando, vamos fazer. Por enquanto, não. Mas pode acontecer a qualquer momento, caso seja indispensável – explicou o presidente corintiano, Osmar Stabile.
A diretoria espera reforçar o caixa com o repasse das cotas de TV da Liga Forte União (LFU) e com a premiação da Copa do Brasil. No caso da LFU, além da cota fixa, o clube depende da posição final no Brasileirão e dos índices de audiência. Na Copa do Brasil, o título pagaria R$ 77,175 milhões, enquanto o vice renderia R$ 33,075 milhões.
A prioridade da gestão é regularizar a folha salarial, especialmente neste período que inclui o pagamento do 13º. Outra obrigação urgente é a primeira parcela de R$ 1 milhão do acordo com Memphis Depay, referente à dívida total de R$ 23 milhões.
O transfer ban, que vigora desde agosto, é consequência da dívida de cerca de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela compra do zagueiro Félix Torres. Mas o Corinthians também sofreu uma segunda condenação na Corte Arbitral do Esporte (CAS), desta vez relacionada ao meia Matías Rojas, que cobra R$ 41,5 milhões.
O estafe de Rojas negocia um parcelamento e, por ora, não pretende solicitar nova punição à Fifa. Somando essas duas pendências, o montante ultrapassa R$ 80 milhões. Além disso, quatro outros processos na Fifa ainda aguardam julgamento no CAS após recursos do clube.
Prevendo dificuldades para quitar tudo até dezembro, a diretoria já havia solicitado — e obteve — autorização do Conselho de Orientação (Cori) para antecipar cotas de TV e contratar empréstimo por meio da LFU. A operação pode chegar a R$ 100 milhões.
O limite para empréstimo aprovado pelo Cori é de R$ 72,5 milhões, que seriam pagos com descontos nas cotas de 2026, divididos em duas parcelas de cerca de R$ 36 milhões cada, com juros de CDI + 3%.
A área financeira do clube ainda estuda qual valor será efetivamente tomado, caso a alternativa do empréstimo se torne inevitável.









