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Há 100 anos, nascia em Cuiabá Ana Maria do Couto, mais conhecida como May do Couto, uma mulher que deixou um legado de força, pioneirismo e generosidade. Professora, advogada, radialista, contadora e política, May foi a primeira mulher a presidir o Clube Esportivo Dom Bosco e também uma das primeiras esportistas mato-grossenses a conquistar título fora do Estado.
May faleceu aos 46 anos, vítima de câncer, mas seu nome permanece vivo na memória de Cuiabá. Duas instituições estaduais carregam seu legado: a Escola Ana Maria do Couto, no Bairro CPA II, e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, no Jardim Industriário.
A sobrinha de May, astrônoma Telma Cenira Couto da Silva, recorda com carinho a convivência com a tia, descrevendo-a como uma segunda mãe e inspiração de vida. Entre lembranças cotidianas, Telma destaca os cabelos esvoaçantes de May ao dirigir, seu gosto por unhas vermelhas e a maneira como enfrentava a vida com alegria e coragem.
“Ela me ensinou a não desistir diante das dificuldades. Sempre penso: ‘Sou sobrinha de May do Couto. Não caio, não’”, lembra Telma, que tinha 14 anos quando May faleceu.
Mesmo após sua morte, histórias sobre May continuam a ser contadas, como a famosa lenda do “casarão assombrado”, que Telma associa mais ao luto da mãe de May do que a qualquer presença sobrenatural.
Telma enfatiza o espírito ousado da tia: “Ela quebrou paradigmas, ocupou espaços que eram só dos homens e mostrou que é possível alcançar grandes feitos acreditando em si mesma”.
May do Couto segue como exemplo de coragem, determinação e luta, inspirando novas gerações a acreditarem em seus próprios caminhos.









