A Anistia Internacional intensificou sua pressão sobre o governo do Catar e a FIFA, um ano após a realização da Copa do Mundo no país, exigindo a implementação de medidas para apoiar os imigrantes que trabalharam nas obras de infraestrutura do torneio.
O debate público sobre violações de direitos humanos levantado antes e durante o evento persiste, com críticas à reputação do Catar em proporcionar más condições de trabalho aos imigrantes e questões relacionadas ao preconceito de gênero e à comunidade LGBTQIA+.
A Anistia Internacional instou tanto o Catar quanto a FIFA a agirem urgentemente para garantir a reparação e a compensação às vítimas. Apesar dos esforços iniciais após a Copa, a entidade argumenta que o progresso foi negligenciado e enfatiza a necessidade de a FIFA aprender com os erros, mantendo os direitos humanos no centro de suas decisões.
Problemas persistentes nos direitos trabalhistas no Catar incluem restrições à liberdade dos trabalhadores para mudar de emprego e o congelamento do salário mínimo. A Anistia alerta que o fracasso contínuo do Catar em aplicar ou reforçar adequadamente reformas laborais anteriores à Copa coloca em risco qualquer legado potencial para os trabalhadores.
Em resposta, o governo catariano afirmou seu compromisso contínuo com os direitos trabalhistas, destacando-se como líder regional nessa área. No entanto, organizações de direitos humanos e até mesmo federações membros da FIFA pressionam por ações mais concretas, incluindo indenizações às famílias dos trabalhadores afetados pelas obras do torneio. Apesar de alguns avanços, a FIFA reconhece desafios significativos, enquanto a Organização Internacional do Trabalho destaca que desafios notáveis ainda persistem no país.









