Crédito da Foto: Rodrigo coca/Agência Corinthians
A temporada internacional do Corinthians chegou ao fim de forma precoce. Na última terça-feira (27), o time foi derrotado pelo Huracán por 1 a 0, na Argentina, e se despediu da Copa Sul-Americana ainda na fase de grupos, sem sequer alcançar a etapa de playoffs. Antes disso, o clube já havia sido eliminado na fase preliminar da Copa Libertadores.
Com o fim do sonho continental em 2025, restam ao Corinthians as disputas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A equipe comandada por Dorival Júnior tenta se reerguer dentro de campo enquanto enfrenta turbulências fora dele.
Dorival cobra reação e compromisso com a torcida
Após a eliminação na Argentina, Dorival Júnior não escondeu a frustração. Em entrevista coletiva, o técnico cobrou uma resposta imediata do elenco e reforçou o compromisso com os torcedores.
"Temos dois campeonatos importantes pela frente para apagar a imagem negativa deixada nas competições sul-americanas. A obrigação agora é honrar o torcedor. É um momento muito difícil para todos nós", declarou o treinador.
No Campeonato Brasileiro, o Corinthians ocupa a oitava posição. Já na Copa do Brasil, o time avançou às oitavas de final ao eliminar o Novorizontino.
Crise institucional e financeira se agrava
Fora das quatro linhas, o ambiente é ainda mais conturbado. O clube enfrenta uma profunda crise política e financeira após o indiciamento do ex-presidente Augusto Melo por crimes como furto, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As acusações estão ligadas ao contrato de patrocínio com a casa de apostas Vai de Bet.
Na última segunda-feira (26), o Conselho Deliberativo aprovou o impeachment de Augusto Melo, que foi imediatamente afastado da presidência. O vice Osmar Stábile assumiu interinamente, com o apoio do 2º vice, Armando Mendonça — ambos eleitos na chapa de Melo, mas hoje em oposição ao ex-mandatário.
Gestores revelam rombo nas contas do clube
Stábile e Mendonça deram entrevista coletiva na terça-feira e revelaram a gravidade da situação financeira do Corinthians. Segundo os dirigentes, o clube não tem recursos sequer para honrar compromissos imediatos.
"Fui ao caixa perguntar onde havia dinheiro. Não tem. A situação é extremamente delicada. Vamos precisar de muito trabalho e comprometimento para sair dessa, mas não será imediato", afirmou Stábile.
Armando Mendonça foi ainda mais incisivo:
"Corremos o risco de sair do Profut. Isso foi descoberto só hoje cedo. Temos uma parcela de R$ 3 milhões vencendo nesta semana e não há dinheiro em caixa", alertou.
O futuro do clube agora depende, também, da próxima votação da Assembleia-Geral de sócios, que vai decidir de forma definitiva sobre o afastamento de Augusto Melo.









