Crédito da Foto: Otmar de Oliveira
A chapa "Federação para Todos" negou veementemente ter concordado com o adiamento da eleição da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), inicialmente marcada para o último sábado (3), para o dia 10 de maio.
Segundo os integrantes da oposição, a divulgação feita pela FMF sobre um suposto consenso entre as chapas é falsa e busca manipular a opinião pública.
Após a suspensão da assembleia geral eleitoral por decisão judicial, a chapa liderada pelo advogado Eduardo Costa e Silva deixou o local em protesto, acusando a FMF de tentar burlar a Justiça ao insistir na continuidade do processo eleitoral com o mesmo rito já invalidado.
“Estão querendo legitimar atos ilegais e ignorar a decisão judicial que suspendeu o pleito devido a irregularidades graves já identificadas”, afirmou Costa e Silva.
Ele destacou que, para realizar uma nova eleição, é necessário reiniciar o processo desde a publicação de um novo edital, respeitando os prazos regimentais. “Não há acordo algum firmado.
O juiz precisa homologar qualquer entendimento, e isso sequer foi discutido. Legalmente, não há como realizar nova eleição antes do dia 17 de maio”, alertou.
O advogado também criticou a decisão da FMF de destituir a Comissão Eleitoral formada por membros do CBMA (Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem), composta por juristas de renome vindos do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. “Foi um erro grave afastar a comissão indicada para garantir a lisura da eleição”, disparou.
Costa e Silva reforçou que sua chapa não participará de um processo conduzido fora das regras e sem ampla transparência. “Do jeito que estão tentando fazer, não participaremos. Rejeitamos totalmente a narrativa divulgada pela FMF”, afirmou.
A nota oficial da FMF, publicada às 18h02 de sábado — nove horas após o horário previsto para a primeira chamada da assembleia — informou que os clubes filiados decidiram dar continuidade ao processo eleitoral no dia 10 de maio, mantendo os horários do edital original. A entidade também alegou que essa decisão teria sido acordada por representantes de ambas as chapas, o que foi desmentido por Costa e Silva.
Com informações Gazeta Digital









