Crédito da Foto: Rafael Ribeira/CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promoveu na tarde desta quinta-feira (5) o Conselho Técnico da Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. O encontro foi realizado de forma virtual e contou com a participação de representantes dos 96 clubes que disputarão a competição, número recorde na história do torneio.
Para esta edição, considerada histórica pela entidade, a CBF anunciou um aumento significativo nas cotas de participação. O montante destinado aos clubes passou de R$ 40 milhões para R$ 65,5 milhões, crescimento de 64% em relação às temporadas anteriores.
Além da ampliação financeira, a competição também terá mais partidas. O total de jogos passará de 510 para 610, garantindo entre 10 e 14 confrontos para cada equipe na competição, podendo chegar a até 22 partidas para os clubes que alcançarem a final. A medida faz parte do planejamento da CBF para fortalecer as divisões de base da pirâmide do futebol brasileiro e proporcionar maior calendário aos clubes.
A reunião foi conduzida na sede da CBF, no Rio de Janeiro, pelo diretor executivo da entidade, Helder Melillo, e pelo diretor de competições, Julio Avellar, com participação de dirigentes de clubes e representantes das federações estaduais.
Segundo Melillo, o novo formato busca ampliar oportunidades e dar maior visibilidade às equipes de todo o país. “Teremos uma edição histórica com 96 clubes, o que representa um passo importante para fortalecer a base do futebol brasileiro. Nosso objetivo é oferecer mais jogos, ampliar a visibilidade e garantir melhores condições de participação para os clubes”, destacou.
Julio Avellar também ressaltou que o torneio terá maior representatividade nacional e novidades que prometem aumentar a competitividade. Entre elas, a ampliação das possibilidades de acesso à Série C.
Formato da competição
A Série D de 2026 será disputada entre os dias 5 de abril e 13 de setembro, ao longo de 24 datas — sendo 22 nos fins de semana e duas em meio de semana.
Na fase inicial, os 96 clubes serão divididos em 16 grupos com seis equipes cada. Após dez rodadas, os quatro melhores colocados de cada grupo avançam para a segunda fase. Cada time disputará cinco partidas como mandante e cinco como visitante.
A partir da fase seguinte, o torneio passa a ser disputado em sistema eliminatório, com jogos de ida e volta.
Uma novidade desta edição será a criação de playoffs de acesso. Os quatro clubes eliminados nas quartas de final terão uma nova oportunidade de conquistar vaga na Série C de 2027. Assim, os quatro semifinalistas e os dois vencedores dos playoffs garantirão o acesso.
O campeão da Série D também assegura vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.
Premiação da competição
1ª fase: R$ 500 mil (96 clubes)
2ª fase: R$ 100 mil (64 clubes)
3ª fase: R$ 150 mil (32 clubes)
Oitavas de final: R$ 180 mil (16 clubes)
Quartas de final: R$ 180 mil (8 clubes)
Playoffs: R$ 180 mil (4 clubes)
Semifinais: R$ 180 mil (4 clubes)
Final: R$ 300 mil (2 clubes)
Os clubes estreantes ainda receberão um valor adicional de R$ 8 mil para a compra de desfibriladores, equipamento obrigatório para a realização das partidas.
Outras regras da edição
Os clubes poderão inscrever até 50 atletas até o dia 7 de agosto, sendo permitida a substituição de até oito jogadores até 25 de setembro.
Um atleta que tenha atuado por um clube na Série D poderá defender outra equipe na mesma competição apenas a partir da segunda fase, desde que o time de origem tenha sido eliminado na fase inicial.
A CBF também confirmou que continuará arcando com despesas de logística para as delegações visitantes, incluindo transporte, hospedagem e alimentação para até 32 integrantes entre atletas e comissão técnica. A entidade também custeará arbitragem e exames antidoping.
Outra novidade será a utilização do árbitro de vídeo (VAR) a partir da terceira fase do torneio.









