Crédito da Foto: CBF/Divulgação
A CBF concluiu a fase inicial de testes do impedimento semiautomático (SAOT), tecnologia desenvolvida em parceria com a Genius Sports e já utilizada nas principais ligas do futebol mundial. O sistema começou a ser aplicado no Brasil durante a partida entre Fluminense e Botafogo, válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã, confirmando as decisões tomadas pela arbitragem em campo.
Após a estreia no estádio carioca, a entidade já definiu os próximos palcos que devem receber o equipamento:
Arena do Grêmio (Grêmio)
Allianz Parque (Palmeiras)
Maião (Mirassol)
Arena Fonte Nova (Bahia)
Vila Belmiro (Santos)
Como funciona o sistema
O impedimento semiautomático utiliza câmeras e recursos gráficos que transformam as imagens do campo em modelos digitais. Os jogadores passam a ser representados por avatares com os uniformes das equipes, permitindo identificar com rapidez e precisão a posição exata no momento do passe.
A ferramenta é voltada principalmente para confirmar ou corrigir decisões tomadas em campo, especialmente em lances ajustados e de difícil visualização. Durante os testes, no entanto, as imagens geradas não ficaram disponíveis para consulta do trio de arbitragem.
Um dos lances analisados envolveu o jogador Renê, do Fluminense, que apareceu à frente de Alex Telles, do Botafogo, evidenciando a precisão do recurso.
O presidente do Grupo de Trabalho da Arbitragem da CBF, Netto Góes, destacou que a tecnologia chega para dar mais transparência às decisões. Segundo ele, o objetivo é oferecer ao árbitro ferramentas que auxiliem na melhor tomada de decisão e tornem o jogo mais claro para torcedores e dirigentes. Ele também ressaltou que todos os custos da implementação são arcados pela própria CBF, conforme contrato firmado com a Genius Sports.
Enquanto a instalação avança em outros estádios, o Maracanã seguirá operando com o impedimento semiautomático nas próximas partidas.









