Crédito da Foto: CBF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Carlo Ancelotti avançaram de forma significativa na negociação para renovar o contrato do treinador da Seleção até a Copa do Mundo de 2030. O acordo verbal já foi fechado, e a expectativa é que o novo contrato seja oficializado nas primeiras semanas de fevereiro. O técnico italiano retorna ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira, após férias no exterior.
As tratativas tiveram início em outubro e se intensificaram ao longo do final do ano, com alinhamento completo entre as partes sobre os termos apresentados pela CBF. Com o aval de Ancelotti, a assinatura do contrato depende apenas de ajustes burocráticos e da formalização das cláusulas pelo departamento jurídico da confederação.
Atualmente, Ancelotti é o técnico mais bem remunerado entre seleções, com salário anual em torno de 10 milhões de euros. A renovação deve manter valores similares, incluindo possíveis ajustes em bonificações por desempenho. O contrato vigente já prevê bônus de 5 milhões de euros em caso de título mundial em 2026.
Internamente, a avaliação sobre o trabalho do italiano é extremamente positiva. A diretoria da CBF considera que Ancelotti recolocou a Seleção em um caminho competitivo e aumentou a confiança da equipe para o próximo Mundial. Segundo a confederação, a decisão de renovar independe do desempenho no torneio, reforçando planejamento e estabilidade de longo prazo.
Satisfeito com a dinâmica de trabalho e com a possibilidade de dividir seu tempo entre o Brasil e o Canadá, Ancelotti demonstra interesse em permanecer. A tendência é que, com a renovação, não apenas o treinador, mas todo o departamento de seleções mantenha a continuidade para o próximo ciclo.
Desde que assumiu a Seleção, no fim de maio, Ancelotti comandou oito partidas, somando quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, com 14 gols marcados e cinco sofridos. Antes da convocação para a Copa, o Brasil ainda fará amistosos contra França e Croácia, em março.
No Mundial, a Seleção está no Grupo C, estreando em 11 de junho contra Marrocos, com Haiti e Escócia completando a chave. A permanência de Ancelotti reforça a estratégia da CBF de buscar o hexacampeonato com continuidade e planejamento, dentro e fora de campo.









