Crédito da Foto: Arquivo / Assessoria
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, anunciou oficialmente neste domingo (16) que a eleição para a presidência da entidade acontecerá no dia 24 de março, um dia antes do confronto entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Além do presidente, serão eleitos oito vice-presidentes, três membros efetivos e três suplentes do Conselho Fiscal, com mandato de quatro anos.
As chapas interessadas devem se inscrever até o dia 19 de março, cinco dias antes do pleito. Até o momento, os candidatos ainda não foram oficializados.
O ex-atacante Ronaldo, que chegou a ser cogitado para concorrer, desistiu da candidatura alegando falta de apoio das federações estaduais.
Ronaldo enfrentava dificuldades para reunir os apoios necessários. Segundo o regulamento da eleição, cada candidatura precisa do respaldo de pelo menos quatro federações estaduais e quatro clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para ser oficializada. Sem esse apoio, ele sequer poderia participar da disputa.
O favoritismo de Ednaldo Rodrigues se deve, em grande parte, ao apoio declarado de 23 das 27 federações estaduais. "Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião", declarou Ronaldo em suas redes sociais ao justificar sua desistência.
O caminho de Ednaldo Rodrigues na CBF
Ednaldo Rodrigues assumiu interinamente a presidência da CBF em 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo. Em 2022, foi eleito oficialmente, mas acabou destituído do cargo em dezembro de 2023 por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), sob suspeitas de irregularidades na sua eleição.
No início de 2024, uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF, garantiu seu retorno ao cargo. A decisão foi crucial para evitar que a CBF sofresse sanções da Fifa e da Conmebol, que chegaram a ameaçar excluir o Brasil da Copa do Mundo de 2026 caso a intervenção do judiciário no comando da entidade fosse mantida.
Em fevereiro, a Justiça do Rio de Janeiro arquivou a ação contra Ednaldo, consolidando sua permanência à frente da confederação.









