Crédito da Foto: Arquivo / Assessoria
A CBF anunciou nesta terça-feira (27) a implantação de um programa de profissionalização da arbitragem para a Série A do Campeonato Brasileiro.
A iniciativa prevê a contratação formal de árbitros, com salário fixo, pagamento por partida e bônus por desempenho, além da criação de uma estrutura permanente de apoio aos profissionais.
O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Samir Xaud, em um contexto de cobranças por mais qualidade, uniformidade de critérios e melhor uso do VAR.
De acordo com Xaud, árbitros de campo, assistentes e árbitros de vídeo que atuarem na Série A passarão a ter vínculo contratual com a CBF. Além da remuneração fixa e das cotas por jogo, os profissionais contarão com suporte de uma equipe multidisciplinar formada por preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo.
Estrutura do novo modelo
O programa começa a valer já a partir de 2026 e terá contratos com duração inicial de um ano. A CBF selecionou um grupo específico para integrar o projeto:
20 árbitros principais
40 árbitros assistentes
12 árbitros de VAR
Esse grupo será responsável por atender as 380 partidas da Série A, com possibilidade de atuação também em jogos da Copa do Brasil e, em situações pontuais, na Série B.
No aspecto financeiro, a proposta combina estabilidade e meritocracia. Além do salário fixo, os árbitros continuarão recebendo valores por jogo, com a inclusão de bonificações atreladas ao desempenho técnico.
Arbitragem tratada como alto rendimento
Um dos principais pilares do projeto é a ideia de tratar a arbitragem como atividade de alto rendimento. Os profissionais contratados passarão por avaliações técnicas, físicas e comportamentais de forma periódica, além de receber acompanhamento contínuo nas áreas física, nutricional e psicológica.
Internamente, a CBF entende que o modelo oferece dupla vantagem: permite dedicação integral dos árbitros à função e amplia a capacidade da entidade de monitorar, corrigir e qualificar o trabalho ao longo da temporada.
Investimento e ajustes no VAR
O processo de profissionalização virá acompanhado de um investimento expressivo. Segundo informações divulgadas pelo ge, a CBF pretende destinar cerca de R$ 195 milhões à arbitragem no biênio 2026/2027.
Entre as medidas em discussão está a mudança no posicionamento das cabines do VAR, com o objetivo de reduzir a pressão externa e o assédio, especialmente em áreas próximas aos bancos de reservas — um problema recorrente apontado em súmulas e bastidores.
Impactos esperados no Brasileirão
A CBF avalia que o novo modelo pode gerar avanços importantes em três aspectos centrais:
Uniformização de critérios, com menor variação de interpretação em lances como mão na bola, faltas na área e impedimentos;
Melhora física e de posicionamento, favorecendo decisões mais precisas ainda no campo, antes da interferência do VAR;
Maior responsabilização, com contratos, metas e bônus criando parâmetros mais claros de cobrança e avaliação.
Desafio além do anúncio
Apesar do avanço estrutural, a eficácia do projeto dependerá da execução. A definição de metas claras, a transparência nas avaliações e os critérios para afastamento ou reciclagem de árbitros serão determinantes para a credibilidade do modelo.
A lista com os 72 profissionais indicados — entre árbitros, assistentes e VAR — foi divulgada junto ao anúncio e passa a ser referência para acompanhar a dinâmica do programa ao longo da temporada, incluindo permanências, entradas e saídas.









