Crédito da Foto: Projeto Giga que Transforma
O projeto Ginga Que Transforma consolidou-se como uma relevante iniciativa de política pública cultural descentralizada em Poxoréu, promovendo inclusão social, fortalecimento da identidade cultural e formação sociocultural de crianças, adolescentes e jovens por meio da capoeira. A ação contou com fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
As atividades ocorreram, principalmente, na Praça Pública do Jardim Brilhante, atendendo moradores dos bairros Jardim Brilhante, Vila Irantinópolis I e II, Lagoa I e II, Jardim Popular e Maria Sabina. A partir de maio de 2025, o projeto ampliou seu alcance ao incluir o bairro Santa Maria, reforçando o objetivo de democratizar o acesso à cultura e ao esporte em regiões periféricas e historicamente menos contempladas.
Durante dez meses de execução, o Ginga Que Transforma desenvolveu ações semanais contínuas, atendendo em média 35 participantes ao longo do período, conforme previsto no plano inicial. A capoeira foi utilizada como instrumento educativo e de transformação social, contribuindo para o desenvolvimento da disciplina, autoestima, senso de pertencimento cultural, cidadania e fortalecimento dos vínculos comunitários entre os participantes.
Entre as contrapartidas sociais, o projeto realizou intervenções em escolas públicas e em iniciativas sociais do município, levando a prática da capoeira a outros espaços educativos. Em 20 de novembro de 2025, em referência ao Dia da Consciência Negra, foi promovida uma ação de enfrentamento ao racismo, com exibição de documentários e uma roda de conversa aberta à comunidade, estimulando reflexões sobre igualdade racial e identidade cultural.
O encerramento oficial das atividades ocorreu no dia 2 de dezembro de 2025, com uma Roda de Encerramento e Confraternização que reuniu alunos, familiares, responsáveis e a equipe técnica, celebrando os resultados alcançados e o impacto social positivo gerado ao longo do projeto.
Para o instrutor de capoeira e idealizador da iniciativa, Gilson Ferreira Leite, a experiência evidenciou a força da cultura como agente de transformação. “Executar o Ginga Que Transforma foi extremamente gratificante. A participação das crianças, dos adolescentes e de suas famílias mostra que a capoeira vai além da prática esportiva: ela educa, acolhe e contribui para transformar realidades”, afirmou.
A execução do projeto contou com uma equipe técnica multidisciplinar, formada por profissionais das áreas administrativa, gestão cultural, apoio às atividades e produção de mídias, responsáveis pela condução pedagógica, organizacional e comunicacional das ações. “Sou muito grato aos pais e alunos pela confiança e à Secel pelo apoio financeiro, que permitiu levar esse trabalho aos territórios que mais necessitam”, completou o proponente.
Mesmo com o encerramento do ciclo financiado, o Ginga Que Transforma terá continuidade em 2026, com recursos próprios e apoio das famílias participantes, garantindo a permanência das ações e reafirmando o compromisso com a transformação social por meio da capoeira em Poxoréu.
O projeto foi contemplado pelo Edital Viver Cultura – Identidades, com recursos da Lei Paulo Gustavo 2023, por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, com execução da Secel-MT.









