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O Campeonato Brasileiro de 2026 deve ser a edição com maior número de jogos realizados em gramados sintéticos na história da Série A. Athletico-PR, Chapecoense, Palmeiras e Botafogo já garantiram presença na elite e utilizam estádios com piso artificial.
A tendência é que esse volume cresça ainda mais caso Atlético-MG e Vasco confirmem permanência na divisão — ambos têm baixíssimo risco de queda — e, no caso dos cariocas, optem por mandar partidas no Nilton Santos durante as obras em São Januário. Nesse cenário, o torneio pode alcançar 114 duelos em grama sintética, representando aproximadamente 30% do campeonato.
A expansão do uso do piso artificial se intensificou nos últimos anos. O Athletico foi o primeiro a adotar a tecnologia, em 2016. Depois vieram Palmeiras, em 2020; Botafogo, em 2023; e Atlético-MG, em 2025.
A Chapecoense entrou recentemente para o grupo após a modernização da Arena Condá, fruto de parceria entre prefeitura e clube. Hoje, a escolha pela grama sintética está ligada principalmente à facilidade de manutenção e à necessidade de adaptar o estádio a um calendário recheado de eventos e shows.
Mesmo com a popularização, o tema continua cercado de controvérsias. Em 2025, nomes como Neymar, Thiago Silva e Bruno Henrique puxaram um movimento pela extinção dos gramados artificiais, citando riscos à integridade física dos atletas.
O Flamengo também criticou o modelo, argumentando que ele gera desequilíbrio financeiro entre os clubes. Já as equipes que utilizam o piso defendem-se afirmando que não há estudos conclusivos indicando aumento de lesões.
Com mais partidas previstas nesses estádios e as opiniões cada vez mais divididas, a discussão sobre o uso da grama sintética promete ser um dos assuntos centrais ao longo da temporada 2026.









