Crédito da Foto: MeloGym/CBG
A ginástica rítmica brasileira viveu um domingo histórico no Campeonato Mundial, disputado em Frankfurt, na Alemanha. Pela primeira vez, o Brasil conquistou duas medalhas de ouro em finais por equipes na mesma edição da competição, triunfando nas provas das cinco bolas e da série mista.
O primeiro título veio na apresentação com cinco bolas. Pouco depois, o conjunto brasileiro voltou ao tablado para disputar a série mista, que utiliza três arcos e duas maças.
O grupo é formado por Nicole Pírcio, Sofia Madeira, Julia Kurunczi, Mariana Gonçalves, Maria Paula Caminha e Maria Eduarda Arakaki, capitã da equipe. Em cada apresentação, cinco atletas competem, enquanto uma fica como reserva.
Ouro histórico nas cinco bolas
Na decisão das cinco bolas, as brasileiras, apelidadas de Leoas, fizeram uma apresentação sem falhas e receberam 29.450 pontos. A nota leva em consideração aspectos como dificuldade, execução e composição artística.
A performance ao som de Feeling Good, de Michael Bublé, superou os 29.250 pontos obtidos pelo Brasil no Campeonato Pan-Americano, em junho, no Rio de Janeiro, marca que até então era a maior do mundo na temporada.
Com a pontuação, o Brasil ficou à frente da China, que somou 28.900 pontos e levou a prata, e da Bulgária, bronze com 28.400.
A conquista também teve um significado especial: foi a primeira vez que uma equipe das Américas terminou no topo do pódio das cinco bolas em um Mundial.
“Aprendemos a acreditar que era possível. Primeiro, sonhamos em estar entre as melhores. Depois, começamos a competir de igual para igual com elas. E hoje estamos no lugar mais alto”, afirmou a técnica Camila Ferezin à Confederação Brasileira de Ginástica.
Segundo título veio na série mista
A comemoração brasileira ganhou ainda mais força horas depois. Na final da série mista, as Leoas repetiram o desempenho impecável e conquistaram mais uma medalha de ouro.
Na edição anterior do Mundial, realizada no Rio de Janeiro, o Brasil havia ficado com a prata nessa prova.
Ao som de Abracadabra, de Lady Gaga, o conjunto alcançou novamente 29.450 pontos. A Espanha, campeã geral do Mundial, terminou com a prata, com 29.050, enquanto a Bulgária ficou em terceiro, com 28.750.
Para Camila Ferezin, os resultados são fruto de um projeto construído ao longo de anos. A treinadora destacou a evolução brasileira no cenário internacional e lembrou que a equipe chegou a ocupar a 26ª posição no ranking mundial.
“Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos”, declarou a treinadora.
As duas conquistas colocam o Brasil definitivamente entre as principais forças da ginástica rítmica mundial e marcam um dos capítulos mais importantes da história da modalidade no país.









