De acordo com o Botafogo, "com o novo modelo, as dívidas ficam equacionadas à realidade do fluxo de caixa e às receitas atuais do Botafogo, permitindo que o clube se mantenha competitivo enquanto quita seu passivo histórico". Desde que a SAF assumiu a gestão dos ativos de futebol do Botafogo, a dívida trabalhista foi reduzida em aproximadamente 20%, com a previsão de quitação integral em cerca de 10 anos.
As negociações envolveram o CEO da SAF, Thairo Arruda, o vice-presidente executivo Jonas Marmello, Igor Fonseca Rodrigues, magistrado titular da CAEX do TRT-1, César Marques, presidente do TRT-1, a Comissão de Credores representada por advogados como Bichara Abidão Neto, Carlos Moutinho, Leonardo Laporte, Theotonio Chermont, Joana Prado e Henrique Fragoso, além do representante do SINDECLUBES.
John Textor sempre destacou o seu compromisso com o acordo de acionistas e, principalmente, com o Botafogo. Essa homologação é histórica e representa o primeiro passo para a equalização da dívida trabalhista do clube social, ressaltou o CEO Thairo Arruda.
O Botafogo entrou em uma fase de maturação de seus projetos estratégicos e a homologação do RCE trabalhista é extremamente representativa, demonstrando que o plano de gestão da SAF está no caminho certo, acrescentou.
Jonas Marmello e o advogado Raphael Sá representaram a SAF do Botafogo, enquanto o clube também enviou o gerente jurídico Daniel Bombarda e o advogado Igor Graham Bell, além do vice-presidente jurídico Marcelo Barbieri e do escritório Capanema e Belmonte Advogados.
A homologação do novo acordo no Regime Centralizado de Execuções é um marco na história do Botafogo. Pela primeira vez, o clube construiu um acordo negociado com a participação de todos os stakeholders. Nesta nova fase, conseguimos adequar à realidade, as expectativas financeiras e desportivas da SAF e dos credores do Botafogo de Futebol e Regatas, endossou Jonas Marmello.
O apoio do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região foi imprescindível para o êxito das tratativas. Além disso, ressaltamos a compreensão e o espírito colaborativo dos advogados dos credores, que entenderam a importância de um Botafogo forte e vitorioso, também fora de campo, para que o clube resolva finalmente as pendências de seu passado e possa focar em um futuro glorioso.