Crédito da Foto: Rubens Chiri/SPFC
A pressão sobre Hernán Crespo no comando do São Paulo ganhou força após a derrota para a Portuguesa, na última quarta-feira, no Morumbi. O resultado caiu mal internamente e deu início a um processo de desgaste que já envolve dirigentes, jogadores e pessoas influentes nos bastidores do clube.
De acordo com uma fonte ligada ao Tricolor, o treinador argentino foi superado taticamente por Fábio Matias, comandante da Lusa, equipe que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro e possui uma folha salarial bem inferior — menor, inclusive, que o salário do atacante Calleri.
O cenário ficou ainda mais delicado com a saída de Márcio Carlomagno do cargo de superintendente geral do São Paulo, oficializada no mesmo dia da derrota. Ligado diretamente ao futebol na gestão de Julio Casares, Carlomagno era o principal sustentáculo do trabalho de Crespo dentro do clube.
Além da diretoria, o treinador também não é unanimidade no elenco nem entre os torcedores. Apesar de rumores, Luciano nunca atuou para minar o trabalho do comandante. Ainda assim, ele e outros líderes do grupo avaliam que o ex-técnico Luís Zubeldia apresentava ideias mais consistentes e maior repertório.
Dentro de campo, os números reforçam o momento de alerta. O São Paulo foi goleado por 3 a 0 pelo Mirassol na estreia, venceu o São Bernardo por 1 a 0 no Morumbi, deixou escapar a vitória contra o Corinthians nos minutos finais, em Itaquera, e voltou a tropeçar diante da Portuguesa.
Com apenas quatro pontos conquistados em 12 disputados, o Tricolor aparece fora da zona de classificação para o mata-mata e terá pela frente um clássico complicado contra o Palmeiras, neste sábado, na Arena Barueri.
“A realidade é que o Crespo precisa apresentar resultados rapidamente. Caso contrário, a passagem dele pelo clube tende a ser curta”, avaliou outra fonte ouvida pela reportagem.
Atualmente, o treinador recebe cerca de R$ 1 milhão por mês. Seguindo o padrão recente de rescisões no clube, que costumam envolver multas equivalentes a três salários, uma eventual demissão custaria ao São Paulo aproximadamente R$ 3 milhões.









