Crédito da Foto: Assessoria / Arquivo
Arthur Zanetti, além de suas conquistas olímpicas, acumula uma trajetória marcada por lesões e cirurgias.
Ao longo de sua carreira, passou por cinco operações, sendo três nos últimos três anos.
A mais recente, para reparar uma ruptura no bíceps, frustrou seu sonho de competir nos Jogos de Paris.
Apesar disso, apenas três semanas após a cirurgia, o ginasta já retornava aos treinos em São Caetano, ainda que preveja uma recuperação completa em cerca de quatro meses.
No entanto, o maior desafio não é físico.
"Fisicamente estou bem, mentalmente estou 50%. Ainda não consegui aceitar completamente o que aconteceu", desabafou Zanetti. Ele estava se preparando para disputar duas etapas da Copa do Mundo, visando garantir a única vaga disponível para a ginástica artística masculina do Brasil em Paris.
Aos 34 anos, Zanetti mostra sua vulnerabilidade e frustração diante da situação atual.
Ele revela os momentos de tristeza ao retornar ao ginásio, lembrando-se dos treinos que deveria estar realizando. "Não é fácil digerir essa lesão, mas a gente tem que seguir a vida, né?", reflete.

Após receber mensagens de apoio de amigos e fãs, Zanetti reconhece a boa intenção por trás delas, mas confessa sua dificuldade em aceitá-las completamente. "Eu queria fazer mais pela ginástica, e estar lá. O que eu já fiz, já foi", lamenta.
Contrariando quem imaginava sua aposentadoria após tantas cirurgias, Zanetti se recusa a desistir.
"Eu vou tentar fazer de tudo para quando eu voltar, poder competir e finalizar competindo num campeonato internacional", planeja.
Enquanto aguarda o retorno aos treinos, Zanetti se prepara para um novo desafio como comentarista da Globo nos Jogos de Paris. "É um novo desafio, talvez mais difícil do que competir em uma final olímpica", avalia.
Ele promete se preparar para compartilhar com o público as nuances das competições e garantir uma experiência enriquecedora durante as Olimpíadas.









