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A conquista da Copa do Brasil colocou Dorival Júnior em um patamar histórico. Ao comandar o Corinthians na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, no último domingo (21), no Maracanã, o treinador se tornou o primeiro técnico tetracampeão da competição por quatro clubes diferentes. O título fortaleceu sua posição no clube e assegurou a permanência para a temporada 2026.
Apesar do feito expressivo, o trabalho de Dorival ao longo de 2025 ainda gera questionamentos entre torcedores e analistas. Polêmicas internas, eliminações precoces e desempenho irregular em outras competições mantêm dúvidas sobre a consistência do projeto no Timão. Após a final, o técnico reconheceu a pressão e afirmou que sentia a necessidade de dar uma resposta à torcida.
“Eu sentia que devia isso ao torcedor. Foram duas eliminações que pesaram muito. Sempre que encontrava um corintiano, havia cobrança. Hoje consegui retribuir estando ao lado deles”, afirmou o treinador em entrevista coletiva.
Campanhas irregulares e eliminações
Antes do título nacional, Dorival passou por momentos de forte instabilidade no cargo. O Corinthians foi eliminado ainda na fase de grupos da Copa Sul-Americana, em uma campanha marcada por atuações abaixo do esperado. O treinador assumiu o time com a competição em andamento e encontrou dificuldades para reverter o cenário.
A classificação sobre o Palmeiras nas oitavas de final da Copa do Brasil acabou sendo decisiva para sua permanência. Já no Campeonato Brasileiro, a opção por priorizar a reta final do mata-mata nacional resultou em uma campanha oscilante. O Timão terminou apenas na 13ª colocação, última posição que garante vaga em torneios continentais, atrás de todos os rivais paulistas, inclusive do Santos, que passou boa parte do ano ameaçado pelo rebaixamento.
No balanço geral da temporada, Dorival comandou o Corinthians em 43 partidas, somando 18 vitórias, 12 empates e 13 derrotas, com aproveitamento de 51%.
Desempenho fraco em casa
Outro ponto de crítica foi o rendimento na Neo Química Arena. O Corinthians registrou um dos piores aproveitamentos como mandante nos últimos anos. Dorival teve o segundo menor índice da década em temporadas de estreia no estádio, superando apenas Mano Menezes. O percentual de vitórias ficou em 50,79%, com tropeços frequentes, principalmente no Brasileirão.
Conflito com torcedor
A relação com a torcida também teve momentos de tensão. Após o empate sem gols no jogo de ida da final da Copa do Brasil, Dorival discutiu com um torcedor na Neo Química Arena. O técnico afirmou que reagiu às críticas recorrentes direcionadas à comissão técnica e aos jogadores.
Segundo ele, o episódio foi consequência de uma situação que já vinha se repetindo. “Respeito todas as manifestações da torcida, em qualquer circunstância. Mas esse torcedor, de forma recorrente, vinha atacando jogadores e membros da comissão”, declarou, sem detalhar o conteúdo das ofensas.
Elenco curto e expectativa por reforços
Durante a temporada, Dorival cobrou reforços da diretoria, principalmente diante do alto número de lesões. Em vários momentos, o Corinthians precisou recorrer às categorias de base para completar o elenco. A crise financeira e o transfer ban limitaram as ações no mercado, e o treinador contou apenas com a chegada do atacante Vitinho, sem custos.
Para 2026, a possível saída de jogadores valorizados, como Hugo Souza e Breno Bidon, para o futebol europeu, reacende a necessidade de contratações. A reformulação do elenco será determinante para que Dorival Júnior consiga elevar o nível de desempenho da equipe e dar maior continuidade ao trabalho no Corinthians.









