Crédito da Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF
A meio-campista Angelina, uma das principais referências da Seleção Feminina Brasileira, comentou sobre o desafio de enfrentar os Estados Unidos nos amistosos marcados para sábado (6), em São Paulo, e terça-feira (9), em Fortaleza. Experiente no futebol norte-americano, onde atua há mais de cinco anos, ela conhece de perto a intensidade da equipe adversária.
Atualmente no Orlando Pride, ao lado de Marta, Angelina destacou um padrão comum na liga dos EUA: jogos decididos nos minutos finais, quando o desgaste físico influencia diretamente o desempenho das equipes. Para ela, a concentração será um fator determinante ao longo dos 90 minutos.
A jogadora também ressaltou a importância das substituições no modelo de jogo da Seleção comandada por Arthur Elias. Segundo ela, o treinador utiliza bem o limite de trocas permitido, o que ajuda a manter o nível físico e técnico da equipe durante toda a partida.
Entre as convocadas, Angelina é uma das atletas mais frequentes nas listas do técnico, com 15 chamadas, ficando atrás apenas de Duda Sampaio. A meia acumula vasta experiência internacional, com passagem por seleções de base, disputas de Mundiais Sub-17 e Sub-20, além de participações em grandes torneios pela equipe principal, como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Ela também fez parte do elenco medalhista de prata em Paris-2024 e dos títulos da Copa América em 2022 e 2025.
Durante entrevista no CT Joaquim Grava, após treino da última quinta-feira (4), Angelina reforçou que o uso estratégico das substituições tem sido fundamental para manter a intensidade do time brasileiro. Ela lembrou ainda da vitória recente sobre os Estados Unidos, conquistada nos acréscimos, como exemplo da competitividade do grupo.
A atleta acredita que a Seleção vive um processo de evolução constante e que isso se reflete nos resultados positivos. Para ela, o apoio da torcida brasileira será um fator decisivo, especialmente nos jogos em casa.
Segundo Angelina, as adversárias reconhecem a dificuldade de enfrentar o Brasil, que se destaca pela criatividade e imprevisibilidade em campo. Jogando diante de estádios cheios, a equipe ganha ainda mais força com o incentivo das arquibancadas.
Fora de campo, Angelina também destacou a importância do equilíbrio mental para manter o alto rendimento. A jogadora afirmou que busca atividades como leitura, música e aprendizado de novos idiomas para relaxar e aliviar a pressão do calendário intenso.
Com essa combinação de experiência, liderança e foco, Angelina se consolida como uma das peças-chave da Seleção Brasileira na preparação para os duelos contra os Estados Unidos.









