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Após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti esclareceu a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti que poderia ter colocado a Seleção em vantagem ainda no primeiro tempo.
O meio-campista acabou parando na defesa do goleiro Orjan Nyland, em um lance que marcou a derrota brasileira por 2 a 1.
Em entrevista após a partida, o treinador italiano explicou que a definição dos cobradores foi feita com base em um levantamento estatístico elaborado pela comissão técnica. Segundo Ancelotti, havia uma ordem pré-estabelecida antes mesmo do início do confronto.
De acordo com o comandante brasileiro, Neymar liderava a lista dos principais cobradores, seguido por Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli. Como os três primeiros não estavam em campo no momento da penalidade, a responsabilidade ficou com o camisa 8.
A decisão, segundo revelou Davide Ancelotti, auxiliar técnico e filho do treinador, foi tomada previamente e não sofreu alterações durante a partida. Dessa forma, Bruno Guimarães seguiu o planejamento estabelecido pela comissão técnica.
Neymar iniciou o duelo no banco de reservas e entrou apenas na segunda etapa. Já Igor Thiago não foi utilizado desde o início por opção técnica, enquanto Raphinha estava fora da partida em razão de uma lesão muscular sofrida ainda na fase de grupos da competição.
Na cobrança, Bruno Guimarães bateu no meio da altura do gol e viu Nyland fazer a defesa sem maiores dificuldades. Apesar do erro diante da Noruega, o volante apresentava bom retrospecto recente em cobranças de pênalti, tendo convertido as duas oportunidades que teve pelo Newcastle na última temporada europeia.
Vinicius Júnior, que permaneceu em campo durante boa parte da partida, também aparecia como uma alternativa. O atacante do Real Madrid cobrou sete pênaltis na temporada 2025/26, convertendo cinco deles. Pela Seleção Brasileira, seu único gol em cobrança de penalidade havia sido registrado em um amistoso contra a Guiné, em 2023.
Já nos acréscimos do segundo tempo, o Brasil teve uma nova penalidade a seu favor. Desta vez, Neymar assumiu a cobrança e balançou as redes, diminuindo a desvantagem no placar. No entanto, o gol não foi suficiente para evitar a eliminação brasileira da Copa do Mundo.









