Crédito da Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Carlo Ancelotti está vivendo seus primeiros dias como técnico da Seleção Brasileira, já imerso na nova rotina no Rio de Janeiro. Após encerrar seu ciclo no Real Madrid ao fim da temporada europeia, o experiente treinador italiano assumiu o compromisso de comandar o Brasil na caminhada rumo ao sexto título mundial.
Em entrevista ao jornal espanhol Marca, Ancelotti falou sobre os primeiros passos no cargo, sua motivação e os planos para reconectar a Seleção com a torcida.
“O Brasil é a melhor seleção do mundo. Isso não sou eu que digo, são as cinco estrelas no peito”, declarou o técnico, reforçando o peso da camisa verde e amarela.
Na primeira semana em solo brasileiro, Ancelotti já começou a se ambientar. Esteve no Estádio Nilton Santos para acompanhar um jogo da Libertadores e visitou a Granja Comary, centro de treinamento da Seleção em Teresópolis.
“Sempre admirei o Brasil — o futebol, a cultura, o povo. Estou motivado e determinado a buscar a sexta estrela”, afirmou.
Escolha no tempo certo
Ancelotti revelou que a aproximação com a CBF começou há cerca de dois anos, quando ainda estava à frente do Real Madrid. À época, optou por seguir no clube espanhol, que lhe ofereceu renovação.
No entanto, após a eliminação para o Arsenal na última Champions League, o treinador entendeu que era o momento ideal para uma mudança.
“Sempre fui transparente. Naquele momento, minha prioridade era o Real Madrid. Mas agora, com os resultados da última temporada e o fim de um ciclo, entendi que era hora de algo novo. E assumir o Brasil foi a melhor escolha para todos”, explicou.
Brasileiros no currículo e o resgate da essência
Ao longo da carreira, Ancelotti teve a oportunidade de trabalhar com diversos craques brasileiros, desde os tempos de Milan com Kaká e Cafu, até recentemente com Vini Jr. e Rodrygo no Real Madrid. Para ele, a Seleção deve resgatar a identidade que a tornou admirada mundialmente.
“O futebol brasileiro tem um estilo único. O Brasil precisa jogar bem, mas, acima de tudo, com humildade e união. Sem isso, não se conquista nada. A Copa é mais que um torneio — é o país inteiro em campo.”
Estilo de jogo e expectativas
Sobre o estilo que pretende implantar na Seleção, Ancelotti foi direto: quer algo próximo ao que implementou recentemente no Real Madrid.
“Meu Brasil vai jogar como o Real Madrid da temporada passada. Mas tudo depende dos jogadores disponíveis. Não acredito em fórmula fixa. O importante é adaptar o modelo para que todos se sintam à vontade em campo”, detalhou.
Questionado sobre a missão de recolocar o Brasil no topo após mais de duas décadas sem levantar a taça, o treinador foi categórico:
“Chego com o objetivo de tornar o Brasil campeão de novo. Estou pronto para essa responsabilidade. E acredito que podemos conseguir.”









