Crédito da Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Contratado pela CBF faltando apenas um ano para a Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti tenta trazer estabilidade à Seleção Brasileira, que passou por um período conturbado com quatro técnicos diferentes após o Mundial do Qatar, em 2022. Antes do italiano, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior ocuparam o cargo.
Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, Ancelotti, de 66 anos, buscou aliviar a pressão sobre jogadores e torcedores, lembrando que, no futebol, nada é garantido.
“A obrigação é tentar, ninguém tem obrigação de ganhar. Quem no futebol tem obrigação de vencer?”, afirmou, destacando a imprevisibilidade do esporte.
O treinador já comandou o Brasil em quatro partidas e terá mais seis antes da estreia no Mundial, contando com três Datas FIFA — outubro, novembro e março — com dois amistosos em cada período. Há ainda a possibilidade de partidas extras de preparação antes do torneio, que começa em 11 de junho de 2026.
“Treinei o Real Madrid por seis anos e não ganhei seis Champions League, conquistei três. No futebol, muitas coisas podem acontecer que mudam o resultado”, lembrou o italiano.
Real Madrid e futuro
Na conversa com a imprensa francesa, Ancelotti também comentou sobre sua relação com o Real Madrid, clube em que venceu três Champions League em duas passagens. O treinador garantiu que, depois da Seleção, o único clube que consideraria treinar seria o time espanhol, mas reconheceu que não há planos concretos.
“O único time que eu poderia treinar depois do Brasil seria o Real Madrid. Não acho que isso vá acontecer. Tenho contrato de um ano aqui e depois tudo pode acontecer. Assinei por um ano porque achei que era a decisão certa”, explicou.
O contrato de Ancelotti com a CBF vai até julho de 2026, ao fim da Copa. Até lá, seu principal desafio será recuperar a confiança do torcedor e estruturar uma Seleção consistente para o Mundial.
Os próximos compromissos do Brasil serão em amistosos nos dias 10 e 14 de outubro, contra Coreia do Sul e Japão.









