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Disputar três Copas do Mundo da FIFA como titular da Seleção Brasileira é um feito raro entre os goleiros. Até hoje, apenas dois nomes haviam alcançado essa marca: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, em 1990, 1994 e 1998.
A partir da estreia do Brasil no sábado (13), contra Marrocos, no MetLife Stadium, esse grupo seleto passa a contar com um novo integrante: Alisson Becker.
Goleiro titular da Seleção ao longo da última década, Alisson chega ao seu terceiro Mundial após atuar em 2018 e 2022. Nas duas edições anteriores, o camisa 1 participou de nove partidas, ficando fora apenas de um jogo no Catar, quando Tite optou por rodízio no elenco.
O feito consolida ainda mais a trajetória do goleiro do Liverpool, que agora se iguala a dois dos maiores nomes da história da posição no futebol brasileiro.
Desafio dentro e fora de campo
Além da marca histórica, Alisson chega à Copa com desafios importantes. O primeiro deles é superar uma temporada marcada por lesões, incluindo problemas musculares que o afastaram dos gramados por cerca de dois meses.
O segundo desafio é ainda maior: buscar o título mundial, algo que Gylmar e Taffarel também conquistaram durante suas trajetórias na Seleção Brasileira.
Gylmar dos Santos Neves foi campeão em 1958 e 1962, atuando como titular absoluto nas campanhas. Já em 1966, participou das duas primeiras partidas do Mundial.
Taffarel, por sua vez, foi peça fundamental no tetracampeonato de 1994, quando defendeu a Seleção em todos os jogos e ficou marcado pela defesa decisiva na final contra a Itália, nos pênaltis.
Referência dentro e fora da Seleção
Hoje, Alisson divide o ambiente da Seleção com uma de suas maiores referências: Taffarel, que atua como treinador de goleiros da equipe. A convivência diária reforça uma relação de confiança construída também em anos de trabalho conjunto.
O ex-goleiro do tetra é uma das principais influências na carreira do camisa 1. A parceria entre ambos se estende por quase uma década na Seleção e também em passagem pelo Liverpool.
Em depoimento recente, Taffarel destacou a importância de Alisson no grupo, ressaltando sua liderança e regularidade dentro e fora de campo.
Números e projeção histórica
Com nove jogos disputados em Copas do Mundo (cinco em 2018 e quatro em 2022), Alisson já figura entre os cinco goleiros brasileiros com mais partidas no torneio.
À sua frente estão Taffarel (18), Gylmar (14), Leão (14) e Júlio César (12).
Caso atue em todos os jogos da fase de grupos, o goleiro poderá alcançar o ex-colega de posição. Se o Brasil avançar até as fases finais, Alisson pode ainda se aproximar do topo do ranking histórico entre os goleiros da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.









